Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia na segunda-feira (10), causando pelo menos 111 mortes e danos extensos à infraestrutura. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) avalia que as perdas econômicas podem variar entre US$ 100 milhões e US$ 1 bilhão.
O tremor, que ocorreu às 7h34 com epicentro próximo a San José del Palmar, no departamento de Chocó, foi classificado como o mais forte registrado no país neste século. O governo contabilizou cerca de 1.600 construções danificadas, das quais 61 desabaram. Cidades como Pereira, Cali e Manizales sofreram danos em hospitais e estruturas aeroportuárias, levando à suspensão de operações em diversos aeroportos.
A situação econômica do país se agrava com o desastre. O governo já enfrentava um déficit fiscal de 6,4% do PIB em 2025, e o ministro da Fazenda afirmou que o desequilíbrio efetivo pode atingir entre 7% e 8% do PIB. As despesas com resgate e reconstrução adicionam nova pressão às contas públicas.
Outro fator de dificuldade é o custo do crédito. O Banco da República manteve a taxa básica de juros em 12% ao ano, o que encarece o financiamento da recuperação para empresas e famílias. A Cotality calcula que as perdas seguradas podem chegar a centenas de milhões de dólares, mas a baixa cobertura de seguros nas áreas afetadas significa que parte do prejuízo será absorvida pelo setor público e privado.


