A Movida (MOVI3) divulgou seus resultados do segundo trimestre de 2026 na noite desta segunda-feira (10). A companhia registrou lucro líquido de R$ 136 milhões, representando alta de 101% em comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado superou a média esperada por analistas, que projetavam R$ 127 milhões.
O desempenho financeiro da empresa foi impulsionado por recordes em suas principais métricas. O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) atingiu R$ 1,6 bilhões, e a receita líquida consolidada somou R$ 3,766 bilhões no trimestre. Segundo o CEO, Gustavo Moscatelli, o ganho de market share foi de 22% em volume de diárias, resultado de investimentos na experiência do cliente.
A divisão de aluguel de carros (RAC) registrou 7.413 mil diárias, um avanço de 22% sobre o 2º trimestre de 2025, com tarifa média de R$ 165. Moscatelli declarou que a margem Ebitda da divisão RAC alcançou 68,9%, um recorde desde o IPO da companhia. Além disso, a empresa elevou o guidance de lucro líquido para o terceiro trimestre para a faixa de R$ 130 milhões a R$ 150 milhões.
Em relação à saúde financeira, a alavancagem recuou para 2,66 vezes, embora a companhia concentre compras de veículos no quarto trimestre. A empresa também avançou em iniciativas de tecnologia, como o atendimento via inteligência artificial no WhatsApp, que hoje resolve mais de 85% dos atendimentos sem intervenção humana.


