O Festival Sintético, primeira mostra de filmes gerados por Inteligência Artificial, ocorre em Goiânia nesta quinta-feira, dia 13 de agosto. O evento, realizado no Cine Cultura, reúne nove curtas de diversas partes do mundo para debater o impacto da tecnologia no cinema.
Idealizado e organizado por docentes e pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG), o festival busca levantar questões sobre a evolução da linguagem cinematográfica. Rodrigo Cássio Oliveira, um dos organizadores, explicou que os filmes forçam a discussão sobre se a IA cria uma nova forma de arte ou apenas reforça estilos já existentes. Ele afirmou que há mais perguntas do que respostas sobre o tema.
Carol Verri, curadora da mostra, investiga como a narrativa é apresentada em filmes produzidos por IA. Ela apontou que as ferramentas generativas criam imagens sem referência física, o que suscita debates sobre autoria e se tais produções podem ser classificadas como cinema. Verri comparou esse momento a outras transformações tecnológicas que o cinema já enfrentou.
Fabrício Cordeiro, coordenador do Cine Cultura, declarou que a sala pública deve ser espaço para essa conversa. Ele pontuou que a IA representa mais um momento de transformação, e não o fim da sétima arte, reforçando a tradição do espaço de ser livre para exibir diversos conteúdos.

