Elon Musk afirmou que a inteligência artificial superará a capacidade humana em até cinco anos. A previsão levanta discussões sobre a mudança qualitativa da tecnologia, que deixa de ser ferramenta de cálculo para se tornar um agente decisório autônomo.
A evolução da IA não se restringe ao aumento do poder computacional, mas indica uma mudança qualitativa na forma como a tecnologia interfere na realidade. Essa aceleração, segundo Musk, exige cautela, pois a substituição da mão de obra humana pela eficiência produtiva da máquina pode gerar impactos sociais irreparáveis.
O Papa Leão XIV, em sua encíclica “Magnifica humanitas”, apontou os riscos dessa transformação, alertando que a IA é mais rápida e não gera encargos sociais. A preocupação se intensifica com a possibilidade de integrações químicas, que conectam a tecnologia aos processos neuroquímicos do cérebro humano, abrindo precedentes sobre o controle do comportamento.
O filósofo Umberto Eco já havia alertado que a celeridade da IA tornaria o homem descartável. A discussão, portanto, ultrapassa a tecnologia: se a eficiência for o critério de valor, corre-se o risco de medir o indivíduo pelos parâmetros de uma máquina. No Direito, por exemplo, a IA pode cruzar informações em segundos, mas a ponderação de valores e a responsabilidade pela decisão permanecem humanas.

