O Ministério da Educação está avaliando a criação de ciclos curtos de educação terciária, um modelo voltado para a formação profissional rápida. A iniciativa visa atender às necessidades do mercado de trabalho, mas os reitores alertam que os novos programas não podem reduzir os padrões acadêmicos.
Apesar de declarações iniciais de que haveria um possível encurtamento de programas, o Ministério da Educação esclareceu que o corte generalizado da duração padrão dos cursos de bacharelado e mestrado não está na pauta atual. Contudo, o órgão estuda o enraizamento legislativo de ciclos curtos de educação terciária, um formato já estabelecido em diversos países europeus.
Segundo o responsável pela comunicação do Ministério, esses ciclos não são uma versão reduzida dos programas existentes, mas sim uma trajetória educacional separada. O foco é a aquisição acelerada de competências técnicas específicas, podendo, ainda, servir como porta de entrada para o prosseguimento em estudos de bacharelado.
Representantes da conferência de reitores consideram a possibilidade um avanço na oferta educacional. No entanto, o presidente da conferência afirmou que os ciclos devem ser oferecidos apenas por instituições com infraestrutura adequada e que não podem representar uma diminuição nos requisitos do ensino superior.


