A Europa enfrenta uma crise hídrica severa, com satélites revelando grandes áreas de areia e cascalho em quatro rios importantes entre 1 e 3 de agosto. A seca e a falta de chuvas causam impactos diretos na navegação, agricultura e geração de energia em vários países.
No Rio Reno, a baixa do nível atingiu 68 centímetros em Colônia, superando o recorde de outubro de 2018, segundo informações. Essa condição dificulta a navegação de embarcações de carga, afetando um dos principais eixos de transporte europeu. Problemas similares ocorrem no Rio Elba e no Danúbio.
Na Itália, o Rio Pó registrou um nível hidrológico recorde baixo em julho, levando a gestão de cheias a declarar o nível mais alto de seca. A baixa vazão ameaça a irrigação e a produção de eletricidade, além de permitir a invasão de água salgada no interior.
Na França, o Rio Loire apresentou vazão de cerca de 43 metros cúbicos por segundo em agosto, abaixo dos 60 metros cúbicos habituais. A empresa energética EDF monitora o fluxo devido a usinas nucleares, que já tiveram restrições de operação em outros locais devido ao aquecimento da água.
A situação também afeta a Hungria, onde a baixa do Danúbio forçou o desligamento da única usina nuclear do país pela primeira vez em 44 anos, pois a água é essencial para o resfriamento do sistema.

