A Coreia do Norte fortalece sua posição econômica e militar através da venda de munições e militares à Rússia. O acordo, iniciado após a invasão ucraniana em 2022, permitiu ao país suprir parte da demanda russa por projéteis e gerar receitas substanciais.
Segundo estimativas ucranianas, citadas por veículos de comunicação, a Coreia do Norte forneceu à Rússia munição de 122 e 152 milímetros até meados de 2025. Além do armamento, o país enviou entre 16 e 22 mil militares, recebendo cerca de dois mil dólares por mês por soldado, conforme dados de fontes sul-coreanas.
Um especialista em Coreia, Andrej Lankov, afirmou que os lucros com a venda de armas à Rússia são comparáveis a um prêmio de loteria para a Coreia do Norte, que se encontra em uma posição mais forte que em qualquer período dos últimos 35 anos. O influxo de capital russo também impulsionou a economia norte-coreana, que registrou crescimento de 3,5% em 2025.
As receitas de Pyongyang não se limitam ao setor militar. Grupos hackers norte-coreanos são responsáveis por mais de 70% dos roubos de criptomoedas globais, e o tráfico de drogas, como a metanfetamina, historicamente representou uma parcela significativa dos ganhos do regime. A cooperação militar continua, com a Rússia planejando enviar uma unidade de mísseis norte-coreana para o oeste do país.


