O bicampeão do Mister Universo, Sérgio Fialho, de 39 anos, defende maior rigor na fiscalização e a separação de categorias no fisiculturismo. O atleta paranaense cobra testes antidoping mais frequentes e transparência para debater o uso de substâncias proibidas na modalidade.
Segundo o fisiculturista, a modalidade enfrenta dificuldades para avançar no debate olímpico enquanto atletas que usam substâncias proibidas competem sob regras sem distinção clara. Ele defende que o esporte não precisa escolher entre desempenho e saúde, afirmando que prefere defender atletas saudáveis.
A discussão se estende além dos palcos de competição. O atleta aponta que o uso de hormônios e anabolizantes se popularizou em academias e redes sociais, expondo jovens a substâncias sem acompanhamento médico. Ele declarou que essa exposição “não fortalece o esporte. Isso coloca vidas em risco”.
Fialho esclareceu que seu objetivo não é criminalizar a prática, mas sim estabelecer uma separação mais clara entre as diferentes formas de competição e implementar uma fiscalização capaz de identificar o uso de substâncias. Ele concluiu que o fisiculturismo precisa ser reconhecido pela técnica e disciplina, e não por uma “corrida química”.

