Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Santa Cruz sequenciaram o genoma completo do sagui-comum, um pequeno primata sul-americano. O avanço permite acessar regiões desconhecidas do DNA e pode auxiliar no desenvolvimento de estudos sobre doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.
O trabalho, publicado na revista científica Cell e parte do Consórcio Telômero a Telômero (T2T), utiliza tecnologia moderna para criar uma sequência contínua e precisa do DNA do sagui. Anteriormente, os cientistas usavam uma referência de 2014 que apresentava lacunas e erros em áreas complexas, limitando a identificação de variações genéticas.
O novo genoma tem impacto direto em doenças neurodegenerativas. Ao analisar informações genéticas de 230 saguis, os pesquisadores identificaram variações em genes ligados ao Alzheimer e Parkinson em humanos. Foram geradas referências de alta qualidade para 76 genes associados a essas condições, incluindo o PSEN1, ligado ao Alzheimer familiar de início precoce.
Além das doenças cerebrais, o mapa genético detalha o sistema imunológico do sagui. Foi realizado o primeiro mapeamento completo da região do Complexo Principal de Histocompatibilidade (MHC) na espécie. A doutoranda Prajna Hebbar, responsável pelo estudo, disse que a análise de regiões complexas abre espaço para novas descobertas sobre a biologia das doenças.


