A ausência de saneamento básico, como esgoto tratado e água potável, gera indicadores preocupantes de saúde pública no Brasil. O engenheiro Odair José Mannrich, fundador da Versa Engenharia Ambiental, afirmou que o problema ultrapassa a esfera técnica, afetando o cotidiano das famílias com doenças evitáveis e aumento de gastos hospitalares.
Mannrich explica que a infraestrutura sanitária funciona como uma barreira contra agentes patogênicos presentes no esgoto não tratado. Quando essa barreira falha, microrganismos que causam diarreia, hepatite A e verminoses se espalham mais facilmente em rios e sistemas de abastecimento improvisados, pressionando postos de saúde e hospitais.
Os impactos da falta de saneamento são evidentes nos registros de atendimento infantil e nas internações por doenças gastrointestinais. Entre os principais indicadores afetados, destacam-se o aumento da mortalidade infantil por diarreia e a elevação de internações por hepatite A e leptospirose, segundo o especialista.
O engenheiro defende que a ampliação do saneamento exige planejamento urbano integrado, unindo obras de infraestrutura à fiscalização sanitária. Ele concluiu que cada real investido em rede de esgoto representa menos atendimentos de urgência e menos anos de vida perdidos por doenças evitáveis.

