Os Estados Unidos aceitaram o pedido do Brasil para iniciar consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre duas sobretaxas impostas a produtos brasileiros. A resposta americana, enviada ao órgão, colocou os representantes à disposição para diálogo, enquanto a China também solicitou participação na discussão tarifária.
O Brasil questiona as medidas adotadas pelos EUA, formalizadas em 27 de julho, alegando que as sobretaxas violam compromissos do sistema multilateral de comércio. As tarifas, anunciadas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), são de 25% e 12,5%, baseadas em investigações sobre práticas comerciais e suposto trabalho forçado, respectivamente.
Em sua manifestação à OMC, o Brasil argumenta que Washington desrespeitou o princípio da nação mais favorecida e aplicou tarifas acima dos limites consolidados. O país também sustenta que os EUA usaram medidas unilaterais, em vez de recorrer ao mecanismo de solução de controvérsias previsto na OMC.
A China manifestou interesse em participar da controvérsia, afirmando que as discussões podem afetar suas exportações para o mercado americano. O Brasil ressalta que os EUA adotam sucessivas tarifas adicionais contra parceiros comerciais desde fevereiro de 2025.


