Em 2025, 15,5 milhões de trabalhadores brasileiros estudavam, o maior contingente já registrado, segundo análise da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Educação do IBGE. Esse número representa um aumento de 27% em comparação com 2019 e corresponde a 15,1% da força de trabalho ocupada do país.
A tendência de conciliação entre emprego e estudo intensifica-se devido às novas exigências do mercado de trabalho e à oferta de cursos flexíveis. O Fórum Econômico Mundial estima que 67% da força de trabalho brasileira necessitará de atualização ou aquisição de novas habilidades até 2030, reforçando a necessidade de aprendizado contínuo.
Os dados da PNAD Contínua mostram que, embora a graduação seja a modalidade mais procurada por trabalhadores que estudam e trabalham, cursos de qualificação profissional superam ensino médio e pós-graduação em popularidade. Três áreas concentram 57,8% da demanda de qualificação: tecnologia, idiomas e soft skills.
Além disso, o estudo após a graduação cresceu 66% entre 2019 e 2025, atingindo 4,1 milhões de pessoas. A qualificação gera retorno financeiro: trabalhadores mais velhos que continuam estudando ganham, em média, R$ 5.193 mensais, contra R$ 3.692 de quem parou, um ganho de cerca de 41%.

