Uma candidata do partido Piráti propôs devolver a Vltava aos moradores de Praga para banho, alegando que o rio funciona como uma ‘climatização natural’ no centro da cidade. A proposta, divulgada em rede social, reacendeu o debate sobre o uso recreativo do rio, gerando reações de outros partidos políticos.
A candidata afirmou que o uso do rio para banho era uma tradição passada, mas que o desenvolvimento histórico levou ao abandono dessa prática. Segundo o Centro de Arquitetura e Planejamento Urbano (CAMP), a primeira piscina de Praga foi inaugurada em 1809, sendo a primeira na Europa Central. O auge das piscinas ocorreu na primeira metade do século XX.
A queda no uso do rio foi atribuída, em parte, à conclusão dos reservatórios Orlík e Slapy, que reduziram a temperatura da água. Além disso, o diretor do Instituto de Planejamento e Desenvolvimento da Capital de Praga, Jaromír Hainc, comentou que a qualidade da água não é sempre ideal. A candidata Piráti contrapôs, dizendo que a água da Vltava hoje apresenta boa qualidade e que os custos de investimento são de dezenas de milhões de coroas, e não bilhões, como ocorreu em Paris.
A iniciativa recebeu respostas variadas dos líderes políticos. Jan Hušbauer, líder do movimento ANO, criticou o projeto, afirmando que ele foi adiado após a chegada dos Piráti. Por outro lado, Adam Scheinherr, presidente da cidade, apoiou o banho na Vltava, mas questionou a postura de partidos que mantêm áreas alagadas em suas propostas.


