Um filme de 3 minutos, feito por Thomas Farkas em 1954, registrou a apresentação da Velha Guarda nos festejos do IV Centenário de São Paulo. O registro, sonorizado pelo Instituto Moreira Salles, mostra Pixinguinha, João da Baiana e Donga tocando sob a batuta de Almirante, marcando a ressurreição do samba clássico.
Almirante, que atuou como cantor, compositor, instrumentista e produtor de rádio, teve papel decisivo na promoção do samba. Com mentalidade de pesquisador, ele formou coleções de discos e partituras, e seu acervo está preservado no Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Essa consciência documental era rara entre os praticantes e aficionados.
Villa-Lobos, gênio exuberante, tinha ouvido atento à lira do povo. Suas composições, como os “Choros”, misturavam elementos eruditos com melodias populares e folclóricas. Sua obra é volumosa, incluindo doze sinfonias, e a Bachiana no. 5 destaca-se pela combinação de soprano e violoncelo.
O compositor foi celebrado como “o músico do Modernismo” e seu projeto de canto orfeônico recebeu apoio de Getúlio Vargas. Os programas se tornaram obrigatórios nas escolas. Mais recentemente, a música da Semana de Arte Moderna de 1922 foi recuperada e gravada por Flávia Camargo Toni, musicóloga do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB – USP), em uma edição de 4 CDs.


