A China solicitou à Organização Mundial do Comércio (OMC) atuar como parte interessada na consulta entre Brasil e Estados Unidos sobre sobretaxas impostas pelos americanos às exportações brasileiras. O pedido ocorre enquanto o Brasil questiona as tarifas, que foram aplicadas com base na Seção 301 da legislação comercial dos EUA.
A solicitação chinesa baseia-se no argumento de que as medidas americanas podem impactar as exportações chinesas, pois afetam as condições de concorrência de seus produtos no mercado dos EUA. O Brasil formalizou sua queixa no final do mês passado, alegando que as tarifas violam o princípio da nação mais favorecida e representam sanções unilaterais.
As sobretaxas americanas consistem em uma alíquota adicional de 25% sobre práticas comerciais brasileiras e uma taxa de 12,5% ligada à apuração sobre supostas falhas no combate à importação de produtos com trabalho forçado. O Brasil sustenta que Washington desrespeitou os limites consolidados na OMC e ignorou o mecanismo de solução de controvérsias.
Os Estados Unidos responderam ao pedido de consulta do Brasil, afirmando aceitar a iniciativa e colocando seus representantes à disposição para negociar. O Brasil tem até 60 dias para concluir a fase de consultas, podendo elevar o caso a um painel se não houver acordo.


