O El Niño de 2026-2027 ameaça a disponibilidade de recursos naturais e o mercado de trabalho na América Latina e Caribe. O relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que secas e chuvas extremas afetam a irrigação, a geração de energia e a infraestrutura da região.
O documento da OIT detalha que as secas reduzem a água disponível para irrigação, consumo humano e geração de energia hidrelétrica. Em contrapartida, chuvas intensas e inundações causam degradação do solo, contaminam fontes hídricas e danificam a infraestrutura local.
A Organização Meteorológica Mundial indica que há uma probabilidade próxima de 90% de o El Niño persistir até o final de 2026. Diante desse cenário, especialistas defendem que as empresas incorporem a adaptação climática ao planejamento estratégico, e não apenas como uma pauta ambiental.
Daniel Maximilian Da Costa, fundador e principal executivo do Latin American Quality Institute (LAQI), afirmou que antecipar riscos climáticos protege operações e cadeias de fornecimento. Ele declarou que “a resiliência precisa fazer parte das decisões corporativas, não apenas como resposta a uma emergência, mas como uma estratégia permanente de continuidade e sustentabilidade”.

