Os gastos do governo que não são contabilizados no resultado primário, como aportes e linhas de crédito, totalizaram R$ 149 bilhões no primeiro semestre. Essa despesa financeira, que impacta a dívida pública, foi analisada por economistas da consultoria BRCG.
Essas despesas financeiras, que não entram no resultado primário, tornam-se menos visíveis nas contas públicas. O estudo, conduzido por Matheus Rosa e Lívio Ribeiro, da BRCG, aponta que o custo de certas operações não representa uma despesa definitiva para o governo.
Um exemplo citado é o repasse de recursos ao BNDES. Embora o dinheiro seja emprestado pelo banco de fomento e retorne aos cofres públicos, o governo incorre em um custo financeiro para disponibilizar esses recursos.
A análise foca em como esses custos, que não são classificados como despesa primária, se inserem na conta da dívida pública, gerando um impacto significativo na gestão fiscal.


