A direção nacional do PT decidiu concentrar os recursos do Fundo Eleitoral nas candidaturas da própria legenda. A medida impede o repasse de dinheiro a candidatos de outros partidos que contam com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, exceto em chapas que tenham um candidato do PT na disputa pela vice.
A restrição atinge candidatos aliados, como um candidato ao governo de Santa Catarina e um senador por São Paulo, que receberam apoio pessoal de Lula. A legislação permite repasses entre partidos que integram a mesma coligação, mas a nova diretriz limita essa possibilidade.
A estratégia do partido ocorre em meio à formação de alianças estaduais. O PT lançou candidatos ao governo em 12 Estados e firmou acordos informais com o PSD, MDB, PP e União Brasil para apoiar candidaturas em diversos estados.
No Senado, o PT lançou 19 candidaturas próprias em 17 Estados. Em Pernambuco, por exemplo, um candidato do PT e um do PDT integram a chapa encabeçada por um candidato do PSB. No Ceará, uma candidatura conta com o aval de Lula, apesar de a candidata ter deixado o PT há 37 anos.


