A Nvidia firmou memorandos de entendimento com Apollo, BlackRock, Blackstone, Brookfield, Goldman Sachs e KKR para mobilizar mais de US$ 500 bilhões em capital de terceiros. O objetivo é financiar a infraestrutura de inteligência artificial, um setor que tem atraído investimentos maciços em Wall Street.
A empresa propõe que o poder computacional da Nvidia se torne uma classe de ativos investível, comparável a redes de energia ou imóveis. Os novos “plataformas de financiamento de computação” visam custear data centers e implementações de chips para clientes da Nvidia, como laboratórios de IA e provedores de nuvem. A Nvidia mantém a opção de garantir até cerca de 25% desse financiamento, o que indica um papel ativo no processo.
Contudo, a comparação com infraestruturas tradicionais apresenta falhas. Enquanto rodovias pedagiadas e usinas de energia possuem vida útil de décadas, as GPUs da Nvidia têm uma vida econômica de apenas três a cinco anos antes de se tornarem obsoletas. Essa diferença de prazo expõe credores e a própria Nvidia a riscos de perda.
Os acordos são memorandos de entendimento e o valor de US$ 500 bilhões é uma meta plurianual. Analistas apontam que, embora o movimento reduza a carga do balanço da Nvidia, o modelo de financiamento de fornecedor e a depreciação rápida do hardware representam riscos estruturais reais para o mercado de IA.


