O Códice de Dresden, um dos livros mais antigos das Américas, contém um calendário lunar extremamente preciso criado pelos maias há cerca de mil anos. O registro permite prever eclipses solares com pouca margem de erro, demonstrando avanços científicos ancestrais.
O documento, datado de aproximadamente mil anos, registra um calendário lunar que foi utilizado pelos maias para prever eventos celestes. Os pesquisadores apontam que os maias desenvolveram um sistema complexo para manter a precisão ao longo das gerações, combinando diferentes ciclos lunares e aplicando correções periódicas.
Estudos atuais indicam que este sistema era capaz de prever praticamente todos os eclipses solares visíveis para os maias no período entre os anos 350 e 1150, com uma margem de erro estimada em apenas uma hora. Essa capacidade foi alcançada sem o uso de telescópios ou tecnologia moderna.
A observação paciente, transmitida de geração em geração, permitiu aos maias realizar cálculos engenhosos. O Códice de Dresden é um registro da observação astronômica realizada em locais como Calakmul, em Campeche, México.


