Pessoas próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva questionaram o assessor Swedenberger Barbosa sobre seu envolvimento com a empresária Roberta Luchsinger. A preocupação surgiu devido à ligação da empresária com investigações de tráfico de influência envolvendo o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva.
O assessor, atualmente lotado no gabinete presidencial, foi procurado por membros do entorno do presidente. A questão se deu pelo fato de ele ter se reunido com Luchsinger quando atuava como secretário-executivo do Ministério da Saúde. A empresária é apontada pela Polícia Federal como lobista e amiga de Fábio Luís Lula da Silva, que está sob investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de tráfico de influência.
Segundo relatos, Swedenberger Barbosa negou qualquer envolvimento com a empresária, afirmando que não concedeu vantagens governamentais. Ele comentou que a principal demanda dela, relacionada a uma empresa do Careca do INSS de cannabis medicinal, não avançou. O Planalto avaliou o afastamento do assessor caso ele admitisse qualquer relação com Luchsinger.
Roberta Luchsinger, dona de consultoria, registrou oito agendas no Palácio do Planalto e pelo menos 32 visitas a gabinetes de ministérios entre 2023 e 2025. Além disso, um serviço de consultoria dela foi prestado ao Careca do INSS, que repassou R$ 1,5 milhão em cinco parcelas entre 2024 e 2025, segundo investigações da PF.


