A corrida por robôs humanoides, que envolve diversas empresas globais, depende fundamentalmente da capacidade de processamento e memória. Segundo a análise, cada unidade robótica necessita de cerca de dez vezes mais memória DRAM que um veículo assistido por motorista atual, criando uma demanda estrutural para fabricantes de semicondutores.
Apesar da disputa entre fabricantes como Figure e AgiBot, o fator decisivo para o mercado é a necessidade de memória. Em reunião de resultados do terceiro trimestre fiscal, o CEO da Micron, Sanjay Mehrotra, declarou que os robôs humanoides exigem um volume de DRAM dez vezes superior ao de carros assistidos por motorista. Ele previu um ciclo de demanda por memória “sustentado e substancial por décadas” a partir da segunda metade desta década.
A fabricação de DRAM em escala é realizada por apenas três empresas: Micron, Samsung e SK Hynix. Mehrotra informou que a Micron não prevê capacidade de suprimento para acompanhar a demanda, com a escassez persistindo além de 2027. Relatórios apontam que as remessas globais de robôs humanoides já atingiram 19,100 unidades no primeiro semestre de 2026, com projeções de 60,000 unidades no ano.
Apesar do volume de produção atual concentrado em fornecedores chineses, a análise sugere que o investimento deve focar no gargalo de suprimento de memória. Enquanto Samsung e SK Hynix investiram cerca de 870 bilhões de dólares em nova capacidade, a Micron se beneficia de um mercado com suprimento estruturalmente apertado até 2028, independentemente de qual empresa robótica prevaleça.


