A autora, Secretária-Geral da OAB-GO, defende que ocupar posições na advocacia não basta; é preciso construir referências e reduzir obstáculos para quem chega à profissão. Ela usa sua experiência de mais de vinte anos e gestão na OAB-GO para ilustrar a necessidade de transformação social no setor.
A autora descreve que a trajetória na advocacia é uma sucessão de portas abertas pelo mérito. Contudo, ela aponta que a dificuldade persiste para profissionais vindos de fora dos círculos tradicionais. Um episódio pessoal ilustra essa hesitação, onde um cliente demonstrou receio de acompanhar a autora em uma diligência rural, presumindo que o peso da tarefa não seria dele.
Segundo a autora, a autoridade profissional se constrói na entrega de decisões, e não apenas no cargo ocupado. Ela afirma que a responsabilidade de quem alcança posições de decisão é usar esse espaço para diminuir as barreiras que enfrentou, e não apenas para atravessá-las.
A métrica correta, segundo a Secretária-Geral da OAB-GO, não é o número de espaços ocupados, mas sim o número de profissionais futuros que poderão exercer sua vocação sem precisar pedir licença para pertencer ao campo jurídico.


