Cientistas localizaram mais de 200 mil barris de lixo radioativo no fundo do oceano. Os resíduos, descartados por diferentes países europeus entre as décadas de 1970 e 1980, foram depositados em águas internacionais a mais de 4.700 metros de profundidade.
As descobertas foram feitas durante expedições do projeto NODSSUM, realizadas em 2025 e 2026. A área de estudo, localizada a cerca de 1.200 quilômetros a oeste de La Rochelle, na França, concentra grande quantidade desses recipientes. Embora o objetivo do projeto não seja a remoção dos barris, ele visa acompanhar e entender o impacto dos resíduos na vida marinha próxima aos tonéis.
Na primeira etapa, pesquisadores utilizaram o robô submarino autônomo UlyX para mapear a região. Em uma área de aproximadamente 165 quilômetros quadrados, foram encontrados 3.500 barris. Na segunda etapa, o submarino tripulado Nautile permitiu a observação direta dos recipientes, onde alguns apresentavam sinais avançados de deterioração, com material vazando para o fundo do oceano, segundo os pesquisadores Javier Escartin, do CNRS, e Patrick Chardon, da Universidade Clermont Auvergne.
A análise das amostras coletadas revelou a presença de substâncias radioativas, incluindo cobalto-60, nióbio-94, césio-137 e amerício-241. Os estudos também mostraram que radionuclídeos produzidos por atividades humanas, originados do descarte, estavam presentes em concentrações maiores do que o esperado para regiões profundas do oceano.


