O Beco do Bragança, uma viela que preserva características do Rio Antigo, ganhou novos endereços e se tornou um ponto de movimentação no centro da cidade. O espaço, que se estende da rua Primeiro de Março à rua da Quitanda, reúne bares, galerias de arte e lojas de design.
O logradouro, próximo à igreja da Irmandade da Candelária, já concentra estabelecimentos que dão novos usos a imóveis históricos, seguindo um padrão visto no entorno do Paço Imperial. Entre os novos pontos, o Mergulho Bar, no número 18, oferece programação com shows de samba e jazz. A Firma, na Rua da Candelária, 92, combina bar, galeria e espaço para festas, promovendo noites de vinil e lançamentos.
Outros negócios incluem a Vidadura Galeria, que exibe arte urbana contemporânea, e a Casa Capioca, focada em mobiliário vintage. A Cabiúna, no segundo andar da Rua Candelária, 92, apresenta design autoral com madeiras brasileiras. A Tapilogie, também na Rua Candelária, 92, exibe tapetes garimpados por Mariana Wakim.
Apesar da movimentação, a região ainda apresenta desafios, como imóveis fechados e abandonados. O número 14 do Beco do Bragança, pertencente à Santa Casa da Misericórdia, está em disputa de posse. Há também uma construção inacabada no beco há mais de 30 anos, aguardando intervenção das autoridades.


