O Grande Méier, na Zona Norte do Rio de Janeiro, concentra a maior parte dos furtos de cabos de religadores da Light. A nova modalidade criminosa afetou cerca de 61 mil clientes apenas neste ano, segundo a concessionária. Os casos se espalham por bairros como Cachambi e Engenho de Dentro.
A Light registrou 15 ocorrências desse tipo até junho deste ano, comparado a 19 casos em 2025. O alvo dos criminosos é um cabo de cobre que faz parte dos religadores, equipamentos que identificam falhas e restabelecem o fornecimento de energia automaticamente. A retirada do cabo interrompe a comunicação do dispositivo, forçando o deslocamento de equipes e ampliando o tempo de interrupção.
Ronaldo Almeida, gerente de qualidade da operação da Light, explicou que o furto impede o isolamento automático de trechos com problemas. Ele disse que, sem o religador funcionando, uma ocorrência, como a queda de um galho, pode atingir uma área maior do que o trecho afetado.
A concessionária informou que investiu cerca de R$ 1,5 milhão desde o ano passado na instalação dos religadores. Os cabos furtados geram um prejuízo estimado em R$ 68 mil. A Light busca desenvolver tecnologias para proteger mecanicamente os componentes e mantém parcerias com órgãos públicos para monitorar as regiões de reincidência.


