A Polícia Federal solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que decida o destino das armas recolhidas do ex-presidente Jair Bolsonaro. As apreensões ocorreram após a manutenção da prisão domiciliar humanitária do ex-chefe do Executivo.
A corporação informou que possui dúvidas sobre o tratamento dos armamentos, visto que as apreensões não resultaram de investigação criminal, mas sim do cumprimento de ordem judicial no processo de execução penal de Bolsonaro. A definição sobre o paradeiro dos itens não é atribuição da PF, cabendo a Moraes decidir se os armamentos serão enviados ao Comando do Exército, conforme previsto em resolução do Conselho Nacional de Justiça, ou se será determinada outra providência.
Atualmente, há dois procedimentos em aberto na PF. Um envolve 21 itens, incluindo armas, munições e “apetrechos bélicos” entregues pelo ex-presidente à PF e ao Exército. O segundo procedimento trata de uma espingarda que seria um presente ao ex-chefe do Executivo e foi apreendida em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul.
A lista de armas apreendidas incluía sete pistolas, duas espingardas e duas carabinas/fuzis, de calibres permitidos e restritos. Entre elas, havia uma pistola Glock calibre 9 milímetros, apreendida durante uma abordagem da Polícia Militar do DF a um militar do Exército que fazia parte da equipe de segurança do ex-presidente.


