O Brasil busca alternativas para reduzir o impacto do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações. A estratégia combina a abertura de novos mercados por empresas e a atuação do governo na Organização Mundial do Comércio (OMC) e em negociações diretas com Washington.
A diversificação dos destinos de exportação pode ajudar o país a compensar parte das perdas, segundo Vera Galante, Consultora de Risco Político e Relações Internacionais. Embora o Brasil já possua uma pauta comercial diversificada, com relações com 267 países, a mudança exige adaptação logística das cadeias de comércio. O mercado europeu e a Arábia Saudita são apontados como alternativas para setores como calçados e máquinas.
A atuação brasileira ocorre em múltiplas frentes. O país levou o caso à OMC, e os Estados Unidos aceitaram participar das consultas, com a China demonstrando interesse no processo. A especialista afirmou que o presidente Lula se prepara para conversar com o presidente Trump, indicando uma frente diplomática direta.
Galante avalia que o processo na OMC tem limitações estruturais. Por isso, uma solução negociada diretamente entre os países pode evitar um trâmite mais longo no sistema multilateral de comércio. Enquanto isso, empresas brasileiras precisam lidar com os efeitos imediatos das tarifas e buscar alternativas comerciais consolidadas.


