O dólar avançou 0,98%, atingindo R$ 5,1608 nesta terça-feira (11). O movimento foi impulsionado pela redução da exposição de capital estrangeiro aos ativos brasileiros e pelo aumento da cautela em relação ao cenário econômico e eleitoral do país.
O câmbio acompanhou a deterioração dos ativos domésticos ao longo do pregão. Investidores estrangeiros diminuíram a participação no mercado brasileiro devido a preocupações com a trajetória dos juros, o déficit fiscal e a maior incerteza ligada à corrida eleitoral. A pressão sobre o real se intensificou após o JPMorgan reduzir a recomendação para o mercado brasileiro de “outperform” para neutra, citando um ambiente macroeconômico mais desafiador.
Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth, comentou que o investidor estrangeiro demonstra maior cautela com o Brasil, percebendo menor fluxo comprador para os ativos locais. Segundo ele, o cenário eleitoral passou a influenciar os mercados e pode elevar a volatilidade nos próximos meses. Corleta avaliou que os riscos domésticos surgem com mais intensidade na curva de juros.
Em contraste com a alta no mercado brasileiro, a moeda americana manteve estabilidade no exterior. O índice DXY, que acompanha seis moedas fortes, operava praticamente estável, com alta de 0,01%, enquanto o euro e a libra também apresentavam variações mínimas.

