Um jornalista afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), violou o sigilo de sua fonte após determinar busca e apreensão contra o informante no Maranhão nesta terça-feira, 11. O repórter classificou a ação como tentativa de “criminalizar o exercício da minha atividade jornalística”.
O jornalista contestou a medida, alegando que fatos estritamente privados estão sendo usados para atribuir-lhe conduta criminosa, o que não teria vínculo com sua produção jornalística. Ele ressaltou que a Constituição Federal protege a garantia do sigilo de fontes.
A operação determinada pelo ministro mirou um ex-secretário de Estado do Maranhão, apontado como fonte em reportagens que denunciaram o suposto uso irregular de carros oficiais envolvendo familiares do ministro Flávio Dino. A Polícia Federal solicitou a medida, que obteve aval da Procuradoria-Geral da República.
Em nota, o jornalista declarou que o fato de interesse público revelado — o uso irregular de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino — não foi objeto de apuração judicial. Ele afirmou que “investigar e informar fatos de interesse público não é crime”.


