O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta quarta-feira (12), acumulando a quarta sessão de ganhos consecutivos.
A divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) americano reforçou a visão de que o Federal Reserve (Fed) manterá taxas inalteradas na próxima reunião, contribuindo para uma queda nos rendimentos dos Treasuries e impulsionando as cotações do ouro.
No Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,59%, a US$ 4.467,5 por onça-troy. A prata para setembro avançou 1,18%, a US$ 65,700 por onça-troy.
Os dados de julho do CPI nos EUA subiram 0,1% entre junho e julho, segundo dados do Departamento do Trabalho americano. Na comparação anual, o índice avançou 3,4%. O núcleo do índice subiu 0,2% na comparação mensal e 2,5% no confronto anual.
Peter Cardillo, da Spartan Capital Securities, prevê que os preços do ouro subam acima do patamar de US$ 4.500 por onça-troy, podendo atingir novos recordes até o final do ano. O Bank of America (BofA) projeta cotações no nível de US$ 5 mil no meio de 2027.
Susan Collins, presidente do Fed de Boston, sinalizou a possibilidade de uma alta dos juros na próxima reunião, marcada para setembro, caso a inflação continue elevada.


