A reação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, ao relatório da CPI do Crime Organizado que pedia o indiciamento de ministros foi considerada tímida e aumentou a insatisfação em uma ala da Corte.
Ministros ouvidos avaliam que a nota divulgada por Fachin, após a rejeição do parecer, adicionou mais uma camada à onda de insatisfação com a forma como o presidente do STF se posiciona diante de episódios que expõem seus membros.
O texto assinado por Fachin foi divulgado somente após a rejeição do parecer, derrotado por seis votos a quatro na CPI. O ministro Gilmar Mendes capitaneou a reação interna ao relatório da CPI, criticando o documento e prestando solidariedade aos colegas citados.
Há quem defenda que pautas sensíveis, como a discussão sobre um Código de Conduta para ministros, sejam temporariamente deixadas em segundo plano para unir internamente o tribunal.


