Um estudo realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostrou que a musculação pode reprogramar as células do fígado, ajudando a reverter danos causados pela obesidade.
A pesquisa, coordenada pelo professor Leandro Pereira de Moura, examinou como a musculação influencia o funcionamento do genoma, especialmente no fígado, combatendo a doença hepática esteatótica, uma condição relacionada ao acúmulo de gordura no órgão e ao diabetes tipo 2.
Nos experimentos com camundongos, os cientistas constataram que oito semanas de treinamento de força foram capazes de alterar a metilação do gene MTCH2, responsável por processos de energia no fígado. Isso permitiu que o fígado recuperasse a sensibilidade à insulina e impedisse a progressão da fibrose.
“A musculação devolve a capacidade energética ao fígado, reduzindo a inflamação e permitindo que o organismo volte ao modo normal de operação”, explicou Moura.


