A poluição atmosférica figura como o fator de risco número um no planeta, causando mais anos de vida perdidos que tabagismo e hipertensão, aponta o Global Burden of Disease Study 2021. A análise, baseada em dados de dois mil e quatro países, concluiu que partículas finas respondem por oito por cento dos anos de vida perdidos por morte prematura ou incapacidade.
O estudo GBD 2021 analisou informações de cinquenta e quatro mil e cinquenta e uma fontes em dois mil e quatro nações. Entre os anos de dois mil e dois mil vinte e um, a poluição externa cresceu 40,6%, enquanto a interna caiu 42,6%. Pesquisas também apontam que a eliminação de fontes de combustão doméstica reduz riscos; em Ohio, a substituição de fogões a gás por elétricos de indução diminuiu o dióxido de nitrogênio interno de vinte e um vírgula zero para seis vírgula três ppb, melhorando o controle da asma.
Trabalhadores expostos a partículas finas e ultrafinas, em setores como mineração, aço e construção, sofrem queda da função pulmonar e aumento da pressão arterial, segundo revisão científica. A Organização Mundial da Saúde estima que vinte e quatro por cento da carga mundial de morbidade e morte resulta de exposições ocupacionais e ambientais. Além disso, ambientes de saúde também apresentam riscos; hospitais com má qualidade do ar são associados a infecções nosocomiais.
A cardiologia mundial reconhece a poluição como ameaça central. Uma declaração de sociedades médicas globais alerta que fatores ambientais, incluindo poluição, ruído e mudanças climáticas, são responsáveis por vinte milhões de mortes anuais por doenças cardiovasculares e metabólicas. Especialistas defendem a transição energética limpa como medida urgente para conter mortes causadas pela poluição.


