A Liga Nacional de Basquete Feminino (WNBA) divulgou um comunicado informando que continuará reuniões para debater questões sobre atletas transgênero e o debate em torno do que constitui uma mulher nos esportes femininos. A liga denunciou esforços considerados de má-fé que visam desqualificar ou marginalizar atletas.
Em reunião realizada na quarta-feira, a WNBA abordou temas como as discussões sobre atletas transgênero e o ódio direcionado às jogadoras na internet. A organização afirmou que manterá o engajamento com as partes interessadas ao longo das próximas semanas e meses, abordando os temas com cautela, conforme os valores da liga.
Apesar de o Acordo Coletivo de Trabalho (CBA) da liga estipular que apenas mulheres são elegíveis para jogar, o documento de mais de quatrocentos páginas não define o que é mulher. Essa ausência de definição gera questionamentos, especialmente após ex-jogadores da NBA declararem intenção de participar do Draft da WNBA de 2027.
Algumas atletas, como Sophie Cunningham, defenderam publicamente a manutenção dos esportes e vestiários femininos para corpos biológicos femininos. Um incidente envolvendo a jogadora DiJonai Carrington, que agrediu Cunningham, gerou repercussão, e a técnica da Fever, Stephanie White, condenou o ato, focando na condenação do ódio online.
Enquanto a WNBA mantém sessões de escuta e declarações de relações públicas, outras entidades esportivas globais já estabeleceram critérios de elegibilidade biológica firmes. A liga precisa definir o propósito que busca proteger, visto que a inércia pode levar a problemas de elegibilidade.


