A cantora Anitta revelou que manteve sua fé no Candomblé em segredo por anos. O silêncio, durante um período de forte pressão política, gerou críticas nas redes sociais. Ela explicou que o recolhimento espiritual, chamado de “fazer o santo”, a afastou do mundo externo.
Segundo Anitta, o silêncio foi interpretado pelo público como omissão, pois em plena era da resposta instantânea, a ausência de manifestação foi vista com dureza. A artista esclareceu que, durante esse período, não tinha acesso a informações sobre o que ocorria externamente, pois estava em recolhimento espiritual.
A decisão de manter a religião oculta foi, segundo ela, um cálculo estratégico. A cantora relatou que, em fase inicial de carreira, o receio de perder contratos publicitários impedia a exposição de sua crença. Ela mencionou que o mercado publicitário é majoritariamente avesso a temas de matriz africana.
O ponto de virada ocorreu quando o desgaste de manter o segredo superou o temor financeiro. Anitta declarou que, após assumir a fé, sentiu-se livre. A artista também abordou a pressão social sobre mulheres bem-sucedidas, afirmando que, para a sociedade, o sucesso feminino muitas vezes depende da escolha por um homem.


