A falta de água em alguns criadouros de peixes forçou a realocação de populações entre tanques menores e maiores, segundo especialistas do setor. A medida, tomada para evitar a morte dos animais, eleva os custos de produção e deve refletir no preço final dos carpas natalinos.
O técnico zootecnista da Ribářství Třeboň, Zdeněk Eisert, informou que, em alguns lagos, foi preciso realizar a colheita devido à baixa disponibilidade hídrica. Ele explicou que os peixes são transferidos de tanques maiores para menores.
Václav Kotrč, zootecnista da Ribářství Nové Hrady, complementou que o esforço exige grande consumo de energia para aeradores, e que o fornecimento de ração foi reduzido. O manejo dos peixes, que são retirados com redes, inclui o transporte para locais com mais oxigênio ou para viveiros menores.
O economista Petr Dimitrov, do Český rybářský svaz, alertou que a manipulação e o transporte dos peixes representam grande estresse. A combinação de estresse, altas temperaturas e falta de oxigênio pode causar mortalidade. Ele afirmou que, se for preciso mover os peixes durante a temporada, os custos sobem e isso é repassado ao consumidor.
Os especialistas indicam que os levantamentos precoces influenciarão os preços dos carpas para o Natal, com uma possível alta de até 15% em comparação ao ano anterior.

