Ministros e técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontaram um alinhamento entre Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, e teses defendidas pela equipe jurídica de Flávio Bolsonaro. O magistrado busca ajustes em suas decisões após questionamentos sobre sua postura na corte.
Cinco ministros e técnicos do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF) identificaram, em recentes decisões e declarações de Kassio, uma concordância com posições da assessoria jurídica do senador. Um exemplo citado pelo grupo foi a censura a uma pesquisa, solicitada pela campanha do senador.
Kassio também sinalizou concordância com advogados do parlamentar sobre a legalidade de vídeos sintéticos de Jair Bolsonaro exibidos em convenção do PL. O plenário julgará o caso na próxima semana. Sob pressão, aliados indicam que o ministro deve se opor a deepfakes, tanto para campanhas quanto para ataques.
Em conversas privadas, Kassio negou favorecer Flávio e afirmou buscar neutralidade em relação a Lula. Antes de ser sorteado relator do pedido de coligação de Lula, o presidente do TSE disse a veículos de comunicação que “usar IA para fazer campanha é lícito, mas não pode usar para prejudicar alguém”.
A defesa de Flávio avalia o uso do conteúdo sintético como legal, enquanto interlocutores de Kassio afirmam seguir a corrente de que o TSE veda deepfakes, independentemente da intenção. Contudo, magistrados do STF, incluindo Alexandre de Moraes, questionaram a condução de Kassio no TSE em bastidores.


