Um juiz auxiliar do Condado de Dallas, no Texas, determinou que o bebê, diagnosticado com cardiopatia congênita, receba tratamento médico necessário após o nascimento. A decisão veio após a gestante de barriga de aluguel se recusar a interromper a gravidez.
A determinação ocorreu menos de vinte e quatro horas depois que o procurador-geral do Texas, Ken Paxton, apresentou um parecer defendendo o fornecimento de cuidados essenciais à sobrevivência da criança. O juiz nomeou um tutor legal para acompanhar as decisões sobre a síndrome da hipoplasia do ventrículo esquerdo.
A ordem judicial, contudo, impôs condições à mulher, que trabalha como enfermeira no Alasca. Ela não poderá ter contato com o bebê após o parto nem tomar decisões médicas em nome dele. Os pais biológicos poderão participar das decisões, mas também não podem barrar tratamentos indicados por hospitais como o University of Texas Southwestern Medical Center.
A disputa teve início quando uma ultrassonografia, na vigésima semana de gestação, identificou a condição cardíaca. Os pais biológicos pediram o aborto, mas a gestante buscou tratamento em Dallas. Atualmente, as partes estão proibidas de remover o bebê do Texas, com nova audiência marcada para 25 de agosto.


