A Westwing, varejista de decoração, implementou uma reestruturação em seu modelo de negócio após um período de instabilidade. A companhia retomou a geração de caixa em 2026, buscando se firmar como especialista em home decor, segundo a empresa.
O processo de ajuste, liderado por André Machado, começou após a empresa apresentar resultados mistos no segundo trimestre de 2026. Machado, que assumiu em agosto de 2025, encontrou um portfólio de 85 mil itens que dificultava a gestão logística. A solução adotada foi cortar o leque de produtos, reduzindo o estoque para 22 mil itens e demitindo cerca de trinta por cento do quadro de funcionários.
A nova aposta da Westwing é a marca própria, com meta de que o produto proprietário represente oitenta e cinco por cento das vendas em três anos. A companhia busca fugir da competição de preço com grandes varejistas, focando no “varejo de desejo”, explica o CEO. A participação das marcas próprias cresceu quarenta e cinco por cento no segundo trimestre de 2026, atingindo 39,7% do GMV.
Por outro lado, a diminuição do catálogo impactou o volume de vendas. O GMV no período totalizou R$ 47,8 milhões. A margem bruta avançou para 42,6% no segundo trimestre, um aumento de um ponto percentual em relação ao ano anterior. A empresa também modernizou sua plataforma digital, substituindo sistemas antigos por Salesforce, o que melhorou em oitenta e cinco por cento a velocidade do site.


