O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou na quarta-feira a acusação de onze indivíduos em um esquema de fraude de casamento. A operação, que durou uma década, envolveu mais de mil uniões falsas visando a obtenção de status de imigração legal, majoritariamente para cidadãos chineses.
O novo Procurador-Geral, Todd Blanche, classificou a ação como uma das maiores investigações de fraude de casamento na história dos Estados Unidos. Segundo a denúncia, os estrangeiros pagavam a um grupo de facilitadores até cem mil dólares para obterem o casamento fraudulento e solicitar a residência permanente.
Os facilitadores combinavam cada estrangeiro com um cidadão americano disposto. Estes parceiros eram recrutados e recebiam pagamentos de até trinta mil dólares para participar da união simulada. A denúncia detalha o uso de advogados, preparadores fiscais e celebrantes de casamento no esquema.
Embora a operação principal ocorresse em Nova York, os fraudes se estenderam a outros estados, como Connecticut, Flórida, Geórgia, Kentucky, Massachusetts, Pensilvânia e Tennessee. Além disso, houve organização de casamentos no exterior, incluindo China e Vanuatu.
Os réus foram acusados de conspiração para cometer fraude de casamento e fraude de imigração, crimes puníveis com até cinco anos de prisão, além de conspiração para incentivar a residência ilegal de estrangeiros, com pena máxima de dez anos.


