O desenvolvimento da inteligência artificial pode depender menos de programadores e mais de trabalhadores da construção civil, eletricistas e técnicos de fábrica. Empresas de tecnologia investem bilhões em centros de dados, mas enfrentam escassez de mão de obra qualificada para erguer a infraestrutura necessária.
Estima-se que os Estados Unidos precisarão de cento e quarenta mil profissionais de ofício adicionais até o ano de dois mil trinta para sustentar a economia da IA. A demanda por esses trabalhadores cresce enquanto empresas como Alphabet, Microsoft, Meta e Amazon planejam gastos de cerca de 700 bilhões de dólares neste ano, sem contar a modernização da rede elétrica e a capacidade de semicondutores.
A solução pode estar em modelos internacionais, como o da Suíça. O sistema de formação profissional suíço permite que jovens a partir dos quinze anos realizem aprendizados em empresas. Cerca de setenta por cento de cada grupo etário suíço participa desses programas em setores variados, como manufatura e construção.
Para as empresas, esses aprendizados representam um investimento com retorno interno médio de sete a dez por cento. Os programas, guiados por empresas privadas, adaptam-se às necessidades do mercado de trabalho, ensinando habilidades relevantes para setores em rápida mudança.
Programas como o CareerWise, no Colorado, inspirados no modelo suíço, já permitem que alunos dividam tempo entre sala de aula e aprendizados remunerados. Especialistas indicam que a próxima era digital dependerá dos profissionais que instalarão sistemas elétricos e construirão a base física da economia da IA.

