O longa-metragem ‘Honestino’ revisita a trajetória de Honestino Guimarães, líder estudantil influente dos anos 1960. O filme narra a prisão do jovem em 1973, quando ele tinha 26 anos, e seu subsequente reconhecimento oficial de morte sob tortura em 2013.
A direção de Aurélio Michiles, ex-colega de Guimarães na Universidade de Brasília, busca devolver a voz e a humanidade a um nome que a história oficial ignorou. A trama utiliza a cidade de Brasília, recém-erguida, como cenário principal, explorando o clima de efervescência intelectual da capital.
A narrativa mistura ficção e depoimentos de colegas de época, incluindo futuros cineastas e militantes. O filme detalha a intensa atividade política do líder, que se aproximou da Ação Popular antes de seguir uma linha de radicalização marxista-leninista.
Um aspecto central retratado é a recusa de Guimarães em deixar o país, mesmo diante da repressão crescente, enquanto outros companheiros partiam para o exílio. O longa também explora o contraste entre sua atuação pública e sua vida privada, como a relação com sua filha.
A reta final aborda o desaparecimento do líder com seriedade, sem sensacionalismo, apresentando as hipóteses sobre seu destino. O filme chega aos cinemas nesta quinta-feira (14).

