O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, defendeu a rejeição de recursos apresentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Os recursos visavam derrubar a proibição de visitas ao senador Flávio Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar há trinta dias.
A restrição de visitas foi estabelecida pelo ministro Alexandre de Moraes no mês passado. A proibição ocorreu após Flávio Bolsonaro divulgar redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente. Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, não pode fazer postagens por meio de terceiros, segundo a decisão.
A defesa de Bolsonaro argumentou nos recursos que Flávio é advogado do pai e possui direito assegurado de encontrá-lo. Os advogados também contestaram a limitação de visitas a políticos durante o período eleitoral. Gonet explicou que as medidas foram tomadas após o descumprimento da regra de não postagem.
O procurador afirmou que a divulgação da carta por Flávio Bolsonaro contrariou uma condição estabelecida. Essa suspensão de visitas foi ampliada após o envolvimento do apenado na produção do material divulgado. Bolsonaro foi condenado a vinte e sete anos e três meses de prisão em processo de trama golpista no ano passado.


