O dólar iniciou a quarta-feira (13) em alta, sob influência das tensões entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz. Investidores acompanham também indicadores econômicos do Brasil e dos EUA, enquanto o Ibovespa abre às dez horas.
O Irã declarou manter o controle do Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo, contrariando declarações americanas. O impasse elevou os preços do petróleo. A Agência Internacional de Energia (AIE) revisou para baixo sua estimativa de consumo mundial, indicando menor uso de combustível. Por volta das nove horas, o barril Brent registrava queda de 1,89%, cotado a US$ 87,30.
Na agenda econômica, o IBGE divulgará a estimativa da safra de grãos de 2026, projetando 347,4 milhões de toneladas. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentará o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), que segue em patamar de pessimismo desde a pandemia. Nos Estados Unidos, o mercado aguarda o Índice de Preços ao Produtor (PPI) de julho, um dado que ajuda a avaliar a inflação.
Nos EUA, a inflação ao consumidor subiu 0,2% em julho, com o núcleo do índice avançando 0,1%, resultados em linha com o esperado. Vinicius Flores, gestor de investimentos da Stratton Capital, afirmou que os preços de aluguéis foram responsáveis por cerca de dois terços da alta. Com o resultado próximo ao previsto, a expectativa para a próxima reunião do Federal Reserve (Fed) permanece sem alteração na taxa de juros.
No cenário internacional, a tensão entre as nações levou a volatilidade. Um representante afirmou que o Irã apresentou exigências para reabertura do Estreito, incluindo a suspensão de sanções americanas e a retirada de tropas. O número de embarcações monitoradas no canal caiu para oito na terça-feira, o menor nível em uma semana.


