O governo dos Estados Unidos assinou um memorando que permite que empresas privadas realizem ataques cibernéticos legais contra organizações criminosas transnacionais. A medida visa combater fraudes e esquemas predatórios contra cidadãos americanos no exterior.
A parceria, que transforma empresas privadas em agentes de vigilância, busca aumentar a capacidade dos EUA de enfrentar ameaças cibernéticas globais. Segundo o documento, o país é o mais visado no mundo, com seis milhões e sete centenas de mil vítimas que perderam US$ 138,9 bilhões no último ano.
Empresas que identificarem um ataque cibernético iminente contra infraestrutura nacional devem notificar o National Coordination Center (NCC). O programa não foca apenas em grandes corporações, mas também em empresas menores, consideradas mais ágeis para tarefas específicas.
Para participar, as empresas devem ser fiscalizadas pelo governo federal e seguir procedimentos operacionais definidos. Um requisito essencial é o depósito de um fundo de garantia ou escrow no valor mínimo de US$ 1 milhão, que será perdido em caso de descumprimento contratual.
O memorando estabelece limites para impedir que as empresas ataquem cidadãos ou sistemas dos EUA. Qualquer atividade autorizada deve ser conduzida sob o controle operacional e legal do governo dos Estados Unidos.

