Pesquisadores obtiveram evidências de DNA recuperado de múmias do Chile que indicam a chegada da varíola nas Américas após o início da colonização europeia. A análise de amostras ósseas antigas confirmou infecções datadas do período colonial inicial, fornecendo prova genética do ocorrido.
Geneticistas analisaram treze amostras ósseas coletadas em um sítio arqueológico em Camarones, no norte do Chile. O estudo identificou sinais de duas infecções por varíola em um homem e uma mulher, cujas mortes ocorreram entre os anos de mil quatrocentos e seiscentos e trinta e um.
Embora historiadores já soubessem que a varíola atingiu o continente após o contato europeu, este achado representa a primeira prova da doença na parte sul da América do Sul. A descoberta levanta questões sobre a rota de disseminação do vírus, que foi erradicado em mil novecentos e oitenta.
A doença devastou populações nativas após a chegada dos europeus. Especialistas sugerem que o vírus pode ter se espalhado por redes de comércio nativas antigas ou ter chegado através da África, durante a expansão do tráfico de escravizados. A bióloga Patricia Foster, que não participou da pesquisa, declarou que os achados oferecem prova genética para algo que os historiadores já entendiam.


