A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) estimou em 90% a probabilidade de um El Niño de intensidade muito forte ocorrer entre outubro e dezembro deste ano. A agência atualizou a previsão, que antes indicava 81% de chance para o período.
O aquecimento das águas do Pacífico Equatorial continua aumentando, o que sustenta a nova projeção. Segundo a NOAA, há 69% de chance de o evento se configurar entre os maiores registrados desde 1950. O fenômeno El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico equatorial em pelo menos 0,5°C.
A anomalia de temperatura na região Niño 3.4 subiu de 1,2°C em julho para 1,8°C em agosto. Esse valor já é considerado compatível com um El Niño de forte intensidade. A NOAA vinha descrevendo o episódio como em fortalecimento no boletim anterior.
No Brasil, os impactos do El Niño variam regionalmente. Historicamente, o Sul tende a registrar mais chuva, elevando o risco de temporais. Já o Norte e partes do Nordeste podem enfrentar redução de precipitações, agravando secas.
Especialistas apontam que o aquecimento global funciona como fator de risco, intensificando os efeitos de eventos climáticos, mesmo os moderados. O pico de impacto no país é previsto entre novembro e janeiro.

