A criação de conteúdo por inteligência artificial e a fragmentação das comunicações alteram a forma como organizações avaliam provas digitais. Para investigadores, estabelecer a autenticidade se torna tão crucial quanto analisar o material. O pressuposto de veracidade de documentos e capturas de tela está em xeque.
A prova digital permanece essencial em investigações, auxiliando na definição de cronogramas e intenções. No entanto, documentos podem apresentar apenas uma versão de um histórico maior, e comunicações, como capturas de tela, frequentemente carecem de contexto completo. Mensagens podem estar incompletas ou ter sofrido edições sem deixar rastros visíveis.
A ascensão da IA generativa adiciona complexidade. Ferramentas que geram imagens e vídeos manipulados tornaram-se acessíveis, mudando as expectativas sobre o que pode ser considerado genuíno. O conteúdo não pode mais ser aceito como autêntico apenas pela sua aparência convincente.
Em resposta, os investigadores focam na procedência do material, entendendo de onde ele veio. Provas coletadas de sistemas originais têm mais peso que materiais fornecidos seletivamente por indivíduos. Análise de metadados e inconsistências técnicas também ajudam a identificar alterações.
A confiança em provas digitais não é binária; os investigadores avaliam níveis de certeza. Uma conversa completa extraída de um dispositivo, verificada por análise forense, possui maior peso do que um conjunto isolado de capturas de tela fornecidas por uma pessoa.


