O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) assumiu a responsabilidade por atos realizados na embaixada dos Estados Unidos, em Brasília, na manhã desta quinta-feira, dia 13. O grupo, por meio da Juventude e do Levante Popular da Juventude, realizou o protesto contra a política imperialista.
Os manifestantes levantaram faixas e atearam fogo em vegetação entre a calçada e o muro da construção, situada no Setor de Embaixadas Sul. Também picharam a parede com a frase “Os EUA fazem guerra e lucram com a morte”, que apareceu também em inglês, contendo um erro gramatical.
Em comunicado, o MST afirmou que os Estados Unidos fornecem armas a Israel, país que, segundo o movimento, assassinou mais de 73 mil pessoas na Faixa de Gaza, na Palestina, sendo pelo menos 21 mil crianças. O protesto se deu em paralelo ao 17º Encontro da Juventude Sem Terra.
A pichação acontece em um momento de tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos. Em 15 de julho, o governo de Donald Trump impôs uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, citando questões comerciais e combate ao desmatamento.
Em resposta, o governo brasileiro acionou os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio em 27 de julho. O impasse diplomático também envolveu o cancelamento do visto da embaixadora brasileira em Washington e a pendência do agrément para a indicação de um republicano à embaixada brasileira.


